Meu SUS Digital terá atendimento psicológico para mulheres vítimas de violência

O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a oferecer teleatendimento psicológico para mulheres expostas à violência ou em situação de vulnerabilidade psicossocial. O serviço foi lançado nesta segunda-feira (24/8) e busca facilitar o acesso ao cuidado em saúde mental, principalmente nos casos em que a vítima encontra dificuldades para procurar presencialmente uma unidade de saúde.
A previsão do governo federal é alcançar até 4,7 milhões de atendimentos psicológicos por ano. O serviço foi anunciado pelo Ministério da Saúde em março de 2026, durante a apresentação de um conjunto de medidas relacionadas ao Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio.
“O SUS deve ser um dos lugares mais acolhedores para uma mulher em situação de qualquer tipo de violência”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante o anúncio.
Leia mais
Mais de 8 em cada 10 casos de câncer de pulmão são descobertos em estágio avançado no SUS
SUS pode incluir medicamento para câncer de mama com risco de recorrência
Como funcionará o atendimento
As mulheres poderão acessar o serviço por meio de encaminhamento realizado por uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou por outros órgãos da rede de proteção. Também está previsto o acesso direto pelo aplicativo Meu SUS Digital, na área de miniaplicativos.
Após entrar na plataforma, a usuária deverá preencher um cadastro e passar por uma avaliação inicial sobre a situação de violência ou vulnerabilidade. Concluída essa etapa, o sistema informará a data e o horário da consulta remota.
No primeiro atendimento, o profissional deverá avaliar os riscos enfrentados pela mulher, identificar necessidades relacionadas à saúde mental e verificar a existência de uma rede de apoio familiar, comunitária ou institucional.
Dependendo da situação, a paciente poderá ser encaminhada para acompanhamento presencial ou para outros serviços públicos. Entre eles estão as unidades de saúde, os Centros de Atenção Psicossocial (Caps), os serviços de assistência social, as delegacias especializadas e os centros de referência de atendimento às mulheres.
O teleatendimento não substitui os serviços presenciais nem os canais de emergência. A proposta é funcionar como uma porta adicional de entrada no SUS e ajudar a integrar o atendimento psicológico às demais políticas de saúde, assistência e proteção.





