PF abre inquérito para investigar a Fictor, grupo envolvido na tentativa de compra do Banco Master

(Foto: reprodução)
A Polícia Federal instaurou nesta quarta-feira (4/2) um inquérito para apurar suspeitas de crimes financeiros envolvendo o grupo Fictor, que nesta semana entrou com pedido de recuperação judicial. A investigação mira quatro possíveis delitos contra o sistema financeiro nacional, incluindo gestão fraudulenta, apropriação indébita financeira, emissão de títulos sem lastro e atuação como instituição financeira sem autorização legal.
Segundo a PF, o grupo já vinha sendo monitorado e, após a identificação de indícios de irregularidades, a abertura do inquérito foi formalizada. No último domingo (1º/2), a Fictor protocolou na Justiça de São Paulo um pedido de recuperação judicial, alegando dificuldades para reorganizar suas operações e honrar compromissos financeiros estimados em cerca de R$ 4 bilhões.
A apuração ocorre em meio à repercussão do envolvimento do grupo em negociações para a compra do Banco Master, anunciadas em novembro do ano passado. À época, Daniel Vorcaro, proprietário da instituição, afirmou que a venda estaria sendo articulada com a Fictor e investidores estrangeiros. Dias depois, o Banco Master foi liquidado pelo Banco Central, que apontou suspeitas de fraude e ausência de garantias suficientes nos produtos oferecidos ao mercado.
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O Banco Central classificou o anúncio da negociação como uma tentativa de desviar a atenção da crise enfrentada pelo banco. Entre os argumentos apresentados pelo órgão regulador estão a suposta incapacidade financeira da Fictor para concretizar a compra, a falta de transparência sobre os investidores citados e a avaliação de que a proposta teria sido apresentada de forma improvisada, às vésperas de ações do BC e da Polícia Federal.
Em comunicado, o grupo Fictor afirmou que a liquidação do Banco Master impactou negativamente sua reputação e contribuiu para a crise de liquidez enfrentada pela empresa. Segundo a companhia, a sucessão de notícias desfavoráveis após o episódio afetou diretamente a confiança do mercado e a capacidade de captação do grupo.
As investigações seguem em andamento e devem apurar a extensão das responsabilidades e eventuais irregularidades praticadas pela Fictor no mercado financeiro.
*Com informações do G1






