Arthur Vírgílio diz que não tem alinhamento com Lula ou Bolsonaro

O pré-candidato a deputado federal Arthur Virgílio Neto afirmou, em entrevista de bastidor à Onda Digital nesta sexta-feira (5), que não possui alinhamento com nenhum dos polos da política nacional e rejeitou ser associado tanto ao lulismo quanto ao bolsonarismo. Segundo ele, sua posição é de independência e as escolhas eleitorais serão feitas com base nas propostas apresentadas para o Amazonas e para o Brasil.
“Eu sou completamente neutro em relação a essa polarização. Eu quero saber o que eles propõem para o Amazonas, o que eles propõem para o Brasil”, declarou. Arthur afirmou que mantém amizades em diferentes campos políticos e citou nomes ligados tanto à esquerda quanto à direita, destacando que prefere atuar no centro do debate político. “Eu não sou assim, de extremos. Eu gosto de jogar pelo centro”, afirmou.
O ex-prefeito também negou que tenha defendido anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ele, sua posição foi contrária a participação em ações que pedia anistia a envolvidos nos eventos de 8 de janeiro foram apenas a eventuais excessos.
“Eu não pedi anistia. Eu pedi que não houvesse exageros na perseguição ao Bolsonaro. Eu não tolero exageros contra ninguém”, disse, acrescentando que defende o respeito à pessoa humana independentemente de divergências políticas.
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Recém-filiado ao MDB, Arthur ressaltou que sua volta ao partido está ligada à própria trajetória política.
“Eu ajudei a fundar aquele partido. Lutei muito contra a ditadura, enfrentei a ditadura militar nas ruas, no tempo heroico do MDB”, afirmou.
Apesar de a legenda integrar a base do presidente Lula, ele garantiu que continuará tomando decisões de forma autônoma.
Ao comentar a disputa presidencial de 2026, Arthur disse que ainda não definiu apoio a nenhum nome e que pretende avaliar as propostas antes de se posicionar.
“Eu vou votar em quem me convencer” e “Pode ser que nem apoie ninguém, pode ser que apoie”, declarou. Segundo ele, temas como a defesa da Zona Franca de Manaus, da biodiversidade e da bioeconomia serão determinantes para sua escolha.





