Renato Junior terá um adversário ou vários em 2028?

Renato Junior (Avante) ainda não foi testado nas urnas como candidato a prefeito, mas o relógio político já começou a correr. Enquanto ajusta o secretariado e tenta imprimir sua marca à administração municipal, precisa acompanhar um cenário em que diferentes grupos podem se movimentar para disputar a Prefeitura de Manaus em 2028.
Candidato natural à reeleição, ele pode ter de enfrentar adversários de diferentes campos políticos, enquanto os próprios partidos ainda precisam decidir quem terá espaço para entrar no jogo.
Capitão Alberto Neto (PL) já declarou que pretende voltar à corrida municipal, mas pode ter de resolver primeiro uma questão dentro do próprio partido. Maria do Carmo, que demonstrou força eleitoral em Manaus na disputa pelo Governo do Amazonas, e o deputado federal eleito Sargento Salazar também aparecem como possibilidades. A decisão, porém, passa pela direção do PL, comandada no Amazonas por Alfredo Nascimento, que já deixou claro que ninguém fala sozinho em nome da legenda.
Marcelo Ramos (PT) pode representar uma alternativa ligada à legenda e ao campo político da esquerda, dependendo da estratégia partidária para 2028. Amom Mandel (Republicanos) também entra na conversa pela votação expressiva que conquistou e pela aproximação política com Rodrigo Guedes (Republicanos). Seu capital eleitoral e a capacidade de construir alianças podem recolocá-lo na disputa.
Outro nome que merece atenção é Zé Ricardo (PT). A votação que obteve mantém seu nome no radar e pode dar ao partido e aos aliados uma referência para discutir a sucessão municipal.
Roberto Cidade (UB), por sua vez, tem uma questão política concreta pela frente: com o fim do mandato de governador previsto para janeiro de 2027, precisará definir seus próximos passos. Uma candidatura à Prefeitura de Manaus é uma possibilidade a acompanhar, embora não esteja confirmada.
E há uma movimentação que pode mexer com as alianças: Omar Aziz poderia trabalhar para viabilizar o nome de Alessandra Campelo na disputa. Se essa articulação avançar, o cenário poderá envolver não apenas candidaturas individuais, mas também a capacidade dos grupos políticos de organizar suas forças e negociar apoios.
Eduardo Braga também já foi citado nos bastidores, embora relatos de pessoas próximas indiquem que ele não demonstra interesse em disputar novamente a prefeitura.
A eleição de 2028 dependerá da avaliação da gestão, das alianças e da capacidade de cada grupo de transformar influência política em votos.





