MPT registra 3.290 denúncias de assédio eleitoral em 2026; Amazonas tem 34

O Ministério Público do Trabalho (MPT) registrou 3.290 denúncias de assédio eleitoral no trabalho em 2026, segundo levantamento feito até as 19h de quarta-feira (28). No Amazonas, foram contabilizadas 34 denúncias.
O assédio eleitoral ocorre quando o empregador tenta influenciar o voto do funcionário por meio de ameaças, como perda do emprego ou rebaixamento de cargo, ou quando promove atividades políticas no ambiente de trabalho.
São Paulo lidera ranking de denúncias
São Paulo lidera o número de registros, com 608 denúncias, seguido por Minas Gerais, com 338, e Paraná, com 329. O Rio de Janeiro aparece em quarto lugar, com 243 casos.
As denúncias se concentraram em outubro. Nos 28 dias do mês, foram registradas cerca de 2.500, um aumento de aproximadamente 353% em relação a setembro, que teve 552 relatos. O volume de outubro corresponde a cerca de 76% de todas as denúncias do ano.
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Redes sociais e retaliações políticas
O aumento das denúncias ocorre em meio a uma nova onda de publicações nas redes sociais. Conteúdos que incentivam a demissão e a recusa de contratação de trabalhadores por preferência política, além de listas de boicote a empresas, ganharam força após o resultado do segundo turno das eleições.
Em resposta, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, anunciou a criação de uma força-tarefa nacional para fiscalizar denúncias de ameaças e assédio eleitoral.
Dados da Justiça do Trabalho também apontam crescimento. Desde maio de 2023, foram registrados 863 processos relacionados ao tema no país, 233 deles apenas em 2026. Entre 4 e 24 de outubro, o total de ações chegou a 185, aumento de 37% em relação ao período anterior ao primeiro turno.





